domingo, 1 de fevereiro de 2009

Descobre e corrige os intrusos!


Aqui está mais um lenço de namorados com uns erros divinais.
Faz um comentário sobre a arte dos Lenços dos Namorados. Observa este lenço, coloca os erros que descobriste e a respectiva correcção nesse mesmo espaço.
Até já!...
BE

O Amor paira no Ar!... Vem aí o Dia de São Valentim!...






Os "Lenços dos Namorados" também conhecidos como "Lenços de Pedidos" existem por todo o país, com maior incidência no Minho, Alentejo e Açores. É no Minho que surge a mais importante recuperação desta arte. Esta surge com o objectivo de divulgar a vertente do artesanato regional, no âmbito dos Lenços de Namorados, também designados lenços marcados, bordados ou de amor. A tradição dos Lenços de Namorados é significativa nas localidades de Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega, apresentando, todavia, características de bordado diferente particularmente evidenciados nos de ponto de cruz vermelho e os restantes mais recentes, destacam-se pela explosão de cores vivas.

O tema principal destas peças bordadas é, de uma forma clara, o Amor.

Na altura, era costume, ensinar às raparigas a arte de bordar. Este lenço era então confeccionado nas longas noites de serão, nos momentos livres do dia ou aquando do pastoreio do gado, pela rapariga apaixonada que ia transpondo para o lenço os sentimentos que lhe iam na alma. A rapariga usá-lo-ia ao domingo na trincha da saia ou na algibeira e mais tarde oferecê-lo-ia somente ao rapaz que amava como compromisso de amor. Este passaria a usá-lo ao pescoço ou no bolso do casaco do fato domingueiro.
Apesar de não se saber ao certo quando apareceram, é provável que a origem dos Lenços dos Namorados esteja nos lenços senhoris do século XVII ou XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo. Em forma de quadrado, de linho ou de algodão, o Lenço dos Namorados fazia parte do traje típico feminino, mas tinha outra função: a conquista do namorado.
Vila Verde (Minho) é conhecida pela grande qualidade do seu artesanato, nomeadamente pelos típicos Lenços dos Namorados, bordados pelas mulheres da região desde o século XVIII para oferecer a eventuais pretendentes, os quais tinham de os usar em público para mostrar que retribuíam o interesse.
Os lenços carregam, por isso, sentimentos amorosos revelados através de variados símbolos que representam a fidelidade, a dedicação e a amizade, entre outros. Os lenços, representam o sentimento da rapariga em relação ao rapaz, no qual ela escreve pequenos versos de amor, ou símbolos. Damos conta muitas vezes, de erros ortográficos nestes lenços, que denunciam a falta de instrução da época.
A fidelidade está presente na representação da pomba e do cão, enquanto a ligação amorosa é representada por um par de namorados ou uma chave que une os dois corações.
O acto do casamento está presente na representação de símbolos como a cruz, o vaso ou o candelabro, estando também bordadas quadras amorosas em todos os lenços. As raparigas aprendiam a arte de bordar e elaboravam os lenços com "todos os sentimentos que lhes iam na alma".
Sendo bordados normalmente a "ponto pé de flor", estes lenços eram muito trabalhosos e morosos, obrigando a "bordadeira" a ser muito paciente e cuidadosa na sua confecção. Com o passar dos tempos, foram-se adoptando outros tipos de pontos mais fáceis e rápidos de bordar. Com esta alteração a decoração inicial dos lenços modifica, as originais cores de preto e vermelho, vão dar origem a uma série de outras cores e outros motivos de decoração. Além de um símbolo do amor, os lenços começaram também a retratar acontecimentos importantes de época como a emigração para o Brasil, as vindimas e as críticas sociais.
Os Lenços dos Namorados são, sem dúvida alguma, talvez pelo seu carácter tremendamente popular e ingénuo, o que de mais puro e romântico existe no que toca ao Amor.
"É tam certo eu amarte
Como branco o lenço ser
Só deixarei de te amar
Quando o lenço a cor perder"

De que estás à espera!...
Pega na agulha e nas linhas e começa já a confeccionar o lencinho para ofereceres ao teu namorado ou amigo.
Feliz Dia de São Valentim!...
BE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Leitura recomendada - A Casa das Bengalas


Sabemos que gostas de ler! Por isso, recomendamos-te a leitura da obra de António Mota - A Casa das Bengalas, que nos remete para o mundo da velhice e de todas as incompreensões e mentalidades oferecidas gratuitamente pelo mundo dos adultos.

Um avô que fica sozinho na aldeia. A cidade não o seduz, apesar de aí residir a escassa família que possui. O recurso a um lar de idosos para afastar a solidão daquele avô que precisa que alguém cuidasse dele. As visitas da família são frequentes mas rápidas, pois os visitantes "desta casa têm sempre muita pressa". Mas há o neto que não se esquece do que o avô lhe ensinou e está sempre pronto a satisfazer-lhe todos os caprichos.

E qual é a tua opinião sobre este mundo?

Um beijo das manas do 6º B
Clube da Biblioteca Viva

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dia Escolar da Não-Violência e da Paz






"A única revolução possível é dentro de nós.”

Gandhi
No dia 30 de Janeiro comemora-se o Dia da Não-Violência. Há uma razão histórica e espiritual para a escolha dessa data. Em 1948, no dia 30, Mahatma Gandhi, líder indiano fundador do movimento de não-violência, foi brutalmente assassinado aos 78 anos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.


A JANELA
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava ao lado da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das respectivas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias… E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus brinquedos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre por entre de todas as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar e, embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela… que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
“Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem…”.

Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.”

Texto tirado do Jornal Correio da Educação, nº188, de 17 de Maio de 2004, pela Marta Rodrigues, 6.ºB.

As manas Estações do Ano!...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um Professor diante da sua turma...

Um Professor diante da sua turma, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir, perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que “sim”. O Professor pegou então numa caixa de fósforos e deitou-a dentro do frasco. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O Professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio e eles voltaram a dizer que “sim”. Logo, o Professor pegou numa caixa de areia e despejou-a dentro do frasco. Obviamente, a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente os alunos se o frasco estava cheio. Os alunos responderam com um “sim” retumbante. O Professor, em seguida, adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco que preencheram todos os espaços vazios entre a areia. Nesta altura, os estudantes riram-se. Quando os risos terminaram, o Professor comentou:«Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas mais importantes: a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam! São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, manteria nossa vida ainda cheia. Os fósforos representam outros elementos importantes da nossa vida, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, pequenas coisas. Se primeiro colocarmos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção ao que realmente importa. Estabeleçam as vossas prioridades e, o resto, é só areia.» Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: «Então e o que representa o café?» O Professor sorriu e disse: «Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo.»

Pensa nisso.
E, já agora, um bom ano de 2009!
MC

(Comentário extraído da Revista Notícias Magazine de 21 de Dezembro de 2008)